Radar Cultura

...Tudo passa...

A fome...ira...desejo...felicidade...medo...tempo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Crítica de Antônio Hohlfeldt ao nosso Cd "Na trilha da fantasia""

Antônio Hohlfeldt


2/1/2009
Ouvindo trilhas sonoras


No conjunto de iniciativas que o Teatro Novo vem promovendo para marcar a passagem de seus 40 anos de vida, uma das ideias mais sensíveis e inteligentes foi o lançamento de um CD com as trilhas sonoras de algumas das peças infantis de maior significado para o conjunto do DC Navegantes. Assim, Na trilha da fantasia reúne 19 passagens musicais selecionadas de peças como Pinóquio, Histórias da Bruxa Boa, Sonho, só Sonho, O Menino da Cabeça de Cebola, Rapunzel, o Musical, O mágico de Oz, A Bela e a Fera, Peter Pan, Cinderela e O Patinho Feio, possibilitando que a gurizada recorde alguns dos momentos mais emocionantes ou engraçados, mas também algumas passagens mais dramáticas ou mais significativas, do ponto de vista dos enredos desenvolvidos.
Revisitar essas trilhas sonoras nos permite avaliar, por exemplo, a grande contribuição de Álvaro Rosacosta, como compositor, sobretudo autor de letras, ao lado de Simone Rasslan como compositora, do próprio Ronald Radde ou de outros autores chamados a contribuir com o Teatro Novo, como Eduardo Prates, Paulo Nascimento ou Rui Vanti. Com isso, o Teatro Novo tem garantido variedade de composições, de ritmos, de melodias muito variadas, que evitam as repetições e, evidentemente, garantem a criatividade.
Passamos por melodias profundamente líricas, como Rapunzel na torre, de Álvaro Rosacosta, até a engraçada Cocô rebolado, baseado em história de Lya Luft. Podemos encontrar clássicos como o quarteto de Para Oz ou o sensível Encontro, de A Bela e a Fera, e assim por diante. Cada composição adapta-se à linha do espetáculo - como deve ser, aliás - dando-lhe uma espécie de identidade que nasce já na trilha musical, mas se espalha por todos os elementos que integram o trabalho, como o figurino, o cenário, a linha de interpretação e, claro, toda a linha de direção.
A trilha sonora de qualidade não é aquela que interrompe a intriga, parando toda a ação dramática, mas aquela que ajuda a conduzir a ação, ora introduzindo um novo personagem, ora ajudando a caracterizar uma cena, quer antecipando-a, quer criando-lhe um clima. O que se verifica nas peças de Ronald Radde é um duplo cuidado: de um lado, atende-se a esta necessidade, de maneira a integrar plenamente a trilha sonora no conjunto das ações em cena; de outro, procura-se apresentar uma canção-tema que, quer pelo poema, quer pelo ritmo melódico, torna-se fácil de ser memorizada pelo ouvinte. No caso das crianças, isso é tanto mais importante porque a empatia gerada pela música aproxima os pequenos do próprio espetáculo, facilitando sua comunicabilidade e até mesmo sua compreensibilidade.
Ao longo de pouco mais de meia hora de rodagem do CD aproveitei para relembrar cenas, recuperar a memória dos espetáculos infantis e, sobretudo, refletir a respeito da importância que o Teatro Novo tem para a cena dramática de Porto Alegre. Ronald Radde que, como já registrei em outra ocasião, estreou como dramaturgo, muitas vezes deixou de lado sua talvez principal vocação para responder pela direção de seus próprios espetáculos. Olhando-se para trás, ao longo de toda essa longa jornada, verifica-se o quanto ele amadureceu e avançou na concepção do espetáculo, o quanto buscou esmerar-se e responder às necessidades colocadas ano a ano para a cena teatral, na medida em que novas tecnologias passaram a desafiar o teatro.
No entanto, nada fica mais evidente, no caso dos espetáculos de Ronald Radde, do que o trabalho desenvolvido na área infantil. Daí que este CD, mais do que uma lembrança dos espetáculos, é também um documento da evolução e das diferentes experiências por que passaram o Teatro Novo e seu diretor, Ronald Radde, os diferentes integrantes de sua equipe e, por que não dizer, a essas alturas, as diferentes gerações de espectadoras que encontraram, nos espetáculos do Teatro Novo, diversão, entretenimento e algum aprendizado.
Por tudo isso, eis aí um bom presente e um excelente registro.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Currículo

Alvaro RosaCosta
Reg. Prof. 324/45
Natural de Porto Alegre, RS nasc. 07.10.67

É formado em Artes Plásticas pela Ufrgs, bacharel em gravura.Cursou a faculdade de Artes Cênicas de 1994 a 1998 tendo participado de diversas oficinas de interpretação teatral e técnica vocal. Atua profissionalmente, como ator e músico, desde 1990. Participou de importantes filmes produzidos pelo cinema Gaúcho "Netto Perde sua Alma", de Beto Souza e Tabajara Ruas, "Tolerância", de Carlos Gerbase, "Houve uma vez dois verões" e "Meu tio matou um cara" de Jorge Furtado, " A noite do senhor Lanari" de Flávia Seligman e "A Domicílio" de Nelson Diniz. Na televisão além de comerciais atuou em três episódios da série "histórias extraordinárias" (RBS TV) entre outros trabalhos.

No teatro destacam-se as montagens com a companhia Térpsi-teatro dança com as peças "Lautrec... fin de siecle",prêmio SATED/RS de melhor espetáculo de dança em 1993 "A família do bebê" e "E la nave no va" , prêmio Açorianos de melhor espetáculo de dança em 2003.

Participou das peças,"Macbeth Herói-bandido"2004 de Patrícia Fagundes, "Boca de Ouro" de Roberto Oliveira, Prêmio Açorianos de melhor espetáculo adulto 1998, "Bafafá da calça azul-marinho"de Júlio Conte, pela qual foi indicado ao prêmio Açorianos como melhor ator coadjuvante, "B...em cadeira de rodas"de Ronald Radde, pela qual foi indicado ao prêmio Açorianos como, melhor ator 2003. Compõe trilhas sonoras desde 1987 entre as quais poderíamos destacar "Peter-pan", Cia Teatro-Novo (onde atua e integra a equipe desde 1990) dirigida por Ronald Radde , "Toda nudez será castigada"de Ramiro Silveira, "Auto da nossa senhora dos navegantes" com Simone Rasslan, para a Pref. de Porto Alegre (2002 e 2003),"Grávidas" indicado ao Açorianos (Dança 2004) como melhor trilha sonora adaptada e indicado ao Açorianos de melhor trilha sonora original (Dança 2002) pelo Espet."O Banho" da companhia Térpsi-teatro dança dir: Carlota Albuquerque. Prêmios: Açorianos de Melhor Ator Coadjuvante pelo espetáculo "Beijo no Asfalto"1998. Prêmio Açorianos de Melhor Trilha Sonora Original de 2004 por "Travessias", dir. Lígia Rigo. Melhor Trilha Sonora com a peça "O Bandido e o Cantador" pelo Festival Vale dos Sinos em 97. Prêmio Tibicuera de Melhor Trilha Sonora Original 2005 "Pandolfo, no Reino da Bestolândia ". Prêmio Quero-Quero SATED/RS de Melhor Trilha Sonora Original em 2006 por “A Tempestade e os Mistérios da Ilha” dir: Jezebel de Carli.
No teatro infantil foi indicado ao prêmio Tibicuera como melhor ator por "Saltimbancos"1998 dir. Ronald Radde (Prêmio Tibicuera de melhor espetáculo infantil), melhor ator coadj. por "Cinderela" 2004, melhor ator coadj. por "Pandolfo, no Reino da Bestolândia " 2005 dir. Patrícia Fagundes.